sábado, 26 de fevereiro de 2011

Síndrome de Burnaut




A Síndrome de Burnout começou a ser estudada na década de 70 nos EUA. Quem deu esta denominação foi HERBERT J. FREUDENBERG, em 1974. Este autor chamou este estado de burnout que quer dizer "queimado", "fundido", fazendo uma analogia com os efeitos do uso cronico de algumas drogas. Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda.






Os sintomas de burnout são cassificados como:





- físicos;





- psíquicos;





- ocupacionais.





Nos sintomas físicos encontram-se o esgotamento físico, fadiga, alterações do apetite, contraturas musculares dolorosas, cefaléias, hipertensão, disfunções sexuais, úlceras, insônia, disturbios gastrointestinais e mal-estares indefinidos.





Nos sintomas psíquicos encontram-se a irritabilidade, impaciência, ansiedade, instabilidade emocional, sentimentos de tristeza e desesperança, sentimentos de culpa e fracasso, atitudes rígidas e inflexiveis, falta de entusiasmo e interesse, dificuldade para se concentrar, atitude defensiva, permanente estado de alerta, conduta auto-destrutiva, depressão e sonhos repetitivos de situações de trabalho.





Nos sintomas ocupacionais encontram-se condutas impulsivas, contato mínimo interpessoal no trabalho, atrasos e saídas antecipadas, afastamento repetido da área de trabalho, aumentos de absenteísmo, consumo de café, alcool, tabaco e/ou psicofármacos, envolvimento excessivo com o trabalho e dificuldade em compartilhar e delegar trabalho.









Quadro Clínico





O quadro clínico da Síndrome de Burnout costuma obedecer a seguinte sintomatologia:







1. Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais





2. Despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado.





3. Sintomas físicos de estresse, tais como cansaço e mal estar geral.





4. Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal, tendências a avaliar o próprio trabalho de forma negativa, vivências de insuficiência profissional, sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima.





5. É freqüente irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento paranóides e/ou agressivos para com os clientes, companheiros e para com a própria família.





6. Manifestações físicas: Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em Transtornos Psicossomáticos. Estes, normalmente se referem à fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, e outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, etc.





7. Manifestações comportamentais: probabilidade de condutas aditivas e evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal, distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, aborrecimento constante, atitude cínica, impaciência e irritabilidade, sentimento de onipotência, desorientação, incapacidade de concentração, sentimentos depressivos, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.









Fatores do profissional de Terapia Ocupacional, que podem tanto aumentar ou diminuir a probabilidade de sofrer de Burnout:





- A gravidade do diagnóstico e prognóstico dos pacientes;





- A pouca valorização e reconhecimento social da profissão;





- A discriminação de sexo;





- A ambiguidade do papel e a insegurança do T.O no trabalho em equipe;





- A discrepância entre as experiências geradas pela formação acadêmica e a realidade com relação aos resultados da intervenção com pacientes cronicos;





- A ênfase dada pelo sistema norte-americano à produtividade e rentabilidade de seus serviços.





O processo de T.O teria também caracteristicas próprias que promovem processos saudáveis diante desse fenomeno. A autonomia e a criatividade necessárias para a escolha e adaptações de atividades apropriadas para o tratamento, juntamente com a singularidade dos casos atendidos, permitiram rrvitalizar as reservas emocionais e construir defesas contra o cansaço emocional. O fato de que o processo de T.O requer a cooperação ativa do paciente como colaborador no tratamento e a possibilidade de manter o tratamento por um período de tempo prolongado oferecem oportunidades de interação pessoal.





Apesar de não ser possível estabelecer uma fórmula mágica ou regra para análise do estresse no trabalho devido a grande diversidade entre as empresas, vejamos agora algumas situações mais comumente relacionadas ao estresse no trabalho, de um modo geral.





Considera-se a Síndrome Burnout como provável responsável pela desmotivação que sofrem os profissionais da saúde atualmente. Isso sugere a possibilidade de que esta síndrome esteja implicada nas elevadas taxas de absenteísmo ocupacional que apresentam esses profissionais.





Estudos afirmam que os primeiros anos da carreira profissional seriam mais vulneráveis ao desenvolvimento da síndrome.





Há uma preponderância do transtorno nas mulheres, possivelmente devido à dupla carga de trabalho que concilia a prática profissional e a tarefa familiar. Com relação ao estado civil, tem-se associado a síndrome mais com as pessoas sem parceiro estável.





Fonte: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=311&sec=27

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